domingo, 2 de setembro de 2012

Foco, descobertas e divagações.

Poxa, cá estou eu chatiadíssima porque não tenho tempo para escrever aqui. Na verdade, ultimamente não tenho tido tempo para fazer quase nada. Estou atolada de textos da faculdade para ler, e não avancei nem 10% ainda. Estou saindo cada dia mais cedo de casa para me dedicar aos estudos e ao retornar tenho estado tão cansada que nem o computador tenho ligado. Enquanto isso o trem da vida não para, e os intervalos entre as saídas têm estado cada vez menos espaçados. Enfim, após essas pequenas explicações para eu do futuro (hello sweetie! heheh), vamos ao post da semana..

Queria ser alguém criativa, juro que queria. Mas me encaixo mais no perfil sonhadora e distante. O que me lembra "Distant Dreamer" aquela lindíssima música da Duffy, que basicamente, resume a minha vida. O que me lembra que eu divago constantemente. Manter o foco, para mim, não é uma tarefa fácil. Anyway, como não tenho talento para criar poesias inspiradoras (como um certo amigo meu, o qual eu devo os créditos, já que foi lendo o blog dele que me deu vontade de voltar a escrever no meu), não toco instrumentos, não pratico esportes (sou um desastre ambulante (literalmente, e isso me irrita muito)), não desenho, não canto tampouco faço qualquer coisa artística, me limito a divagar aqui. Falar sobre o cotidiano, sobre o que me irrita, o que me agrada, o que me surpreende e o que me entristece. Para todo o resto tenho o tumblr né (throughrustedsmiles.tumblr.com).


Então, ontem eu fui pela primeira vez, pasmem, a uma """"balada"""". Não sou dessas. Fui por livre e espontânea pressão, e acabei de divertindo mais do que esperava (o que o álcool não faz né minha gente). O bom de você ir a lugares aos quais não planeja frequentar, é que pode literalmente dar a louca e ser uma pessoa completamente diferente, já que sabe que as chances de esbarrar com essas pessoas por aí são ínfimas. Dancei loucamente, beijei loucamente, cantei loucamente, vivi loucamente. Confesso que não sabia que essa Keiko sequer existia. O engraçado é que antes dessa festa estava em um dilema absurdo, com direito a ataque de pânico, pois não sabia como me portar e exatamente o que esperar de um evento como esse. Estava envergonhada, tímida e ansiosa e quase não fui. Quem me convenceu a ir foram as minhas maravilhosas amigas que me disseram que eu precisava me divertir, e que eu só iria descobrir que essa não era a minha praia se eu fosse nela pelo menos uma vez. Isso e os sessenta reais do ingresso, é claro. No final das contas, o importante é que fui convencida.

O mais engraçado é que os resquícios desses embalos de sábado a noite (John Travolta feelings) estão por todo o meu corpo: hematomas, arranhões e outras cositas mas. Prêmios que eu sinceramente não me lembro de ter conquistado. Fiquei literalmente bêbada de alegria ontem, mas hoje tudo que resta é a boa e velha Keiko com enxaqueca, dor no pescoço e calos nos pés.

Essas peças que a vida nos prega são incríveis né. Eu saio para descobrir se aquilo é realmente o que eu pensava, mas volto apenas mais confusa. Porque ao mesmo tempo que é, não é. É daquele jeito que imaginava, mas ao mesmo tempo é algo que nos proporciona sensações que por mais que consigamos semelhantes em outras atividades, são únicas. Descobri outra faceta minha (não que eu me orgulhe dela) e descobri também que nem tudo é preto no branco como a gente imaginava.



Confesso que prefiro a Keiko caseira, família, nerd e introspectiva. Mas também gostei dessa Keiko animada, sorridente e impulsiva. Tenho características em comum que habitam esses dois universos paralelos (não ligar para a opinião alheia é uma delas) e isso me faz pensar... Se posso ter duas personalidades tão diferentes e ainda assim ter traços em comum entre elas, por que não juntá-las? Traçar uma reta que cruze esses dois universos, pode ser uma boa saída e uma atividade que deveria tentar me focar (olha ele de volta) para tentar me libertar de paradigmas e dúvidas existenciais que me assombram desde sempre. Quanto mais tento me descrever, mais acabo confusa e frustrada (frustração no meu mundo é bem vinda, me faz refletir. Ah, sweet melancolia...). Tudo é tão complicado....

Mas afinal, qual seria a graça da vida se ela fosse simples?

E para terminar, um pouco de Duffy procês


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Me against procrastination



Taí uma maldita palavra que me persegue e da qual é difícil de me livrar. A arte de adiar é perigosa e uma vez que te pega, adíos vida. O fato de eu não ter uma vida social movimentada (não sou baladeira e nunca serei) ao invés de ajudar só me atrapalha, e essa palavrinha encontra sua gêmea Preguiça e tudo planejado para aquele dia vai por água abaixo.


Ontem eu iria falar sobre o fim das férias mas acho que vou deixar para domingo de noite quando bater aquele desespero com o início das aulas. Faculdade sucks, ainda mais quando se está em um ambiente infestado de pessoas das quais você não gosta, nem faz questão de gostar. E eu que já tenho dificuldade de me conectar com as pessoas, vivo em um inferno. Nada comparado ao de Dante, claro. Um inferno social. Ao mesmo tempo que não quero fingir que gosto/sou um deles não quero ser a mal humorada/excluída da turma, até porque quem me conhece BEM, sabe que eu sei ser bem divertida. 

Por isso que nessas horas eu tenho um desgosto comigo mesma por não ter estudado mais, por não ter conseguido passar para a universidade que eu queria. Nevermind, se eu fui parar lá foi por um motivo e tenho que me conformar. Esse primeiro semestre foi tenso, e para melhorar meu desempenho tenho repetido uma frase a mim mesma antes de dormir (numa vibe Arya falando os nomes de quem quer morto em Harrenhal heheh). "Prometo que a partir de agora eu vou ser a melhor da turma, a melhor em tudo que me propor a fazer, nem que para isso eu tenha que viver para os estudos." 

E eu uso toda a minha raiva e frustração com meus problemas familiares e meu desempenho satisfatório, mas não ideal, no primeiro semestre da faculdade para me manter focada. E foco é algo que eu necessito ASAP, sendo que o meu maior medo é não conseguir. A procrastinação já atrapalhou meus planos antes, mas estou lutando mais dessa vez para me manter firme na minha decisão. Acho que o fato de a pressão ser minha e não dos outros pode me ajudar, porque decepcionar os outros pode ser frustrante, mas se decepcionar pode ser o fim. 

Dessa vez eu vou conseguir!

PS: Acordei doida para escrever aqui pois tive um sonho BEM estranho/legal mas acabei me enrolando durante o dia e agora não me lembro direito... ):

Deixo essa mensagem de positividade para todos:

"Dance, vá caminhar, converse a respeito, respire, vá para a cama mais cedo, foque no que você pode controlar, recorde-se de bons tempos"

terça-feira, 31 de julho de 2012

Não queria sonhar mesmo

Meu despertador tocou as 06:30 ao som de 'I Want to Break Free' e por mais que eu ame Queen tudo que queria era jogar meu celular pela janela. Como uma boa zumbi irmã mais velha acordei os pirralhos para a escola e me joguei na cama (dessa vez na minha). Ao dormir novamente eu lembro que sonhei, só não consigo me lembrar com o que exatamente. Estou um pouco decepcionada comigo mesma. Juro que pretendia descrever loucamente o que se passa na minha mente quando fecho os olhos, mas dessa vez tudo que tive foi um enorme #fail.


Por isso resolvi escrever sobre outro assunto, ainda procuro por ele enquanto meus dedos digitam agilmente essas palavras de embromação. Pera, acho que já sei. Vou falar do meu desespero com o fim cada vez mais próximo das férias. Na verdade, acho que vou falar das minhas férias e emendar esse assunto no final. Até o fim do dia ele estará publicado (assim espero).

Enquanto isso deixo a obra prima que me despertou suavemente essa manhã






segunda-feira, 30 de julho de 2012

"Tenho em mim todos os sonhos do mundo."

Abrir um blog com uma frase do imortal Fernando Pessoa não é uma tarefa tão simples quanto imaginava. É complicado para mim colocar em palavras tudo que sinto ou que penso, ainda mais ao ouvir pessoas comentando que para pessoas tão introspectivas como eu, escrever deve ser molezinha. Pois é, não é. Não tenho certeza do que espero realmente ao escrever aqui, não tenho grandes esperanças de que alguém vá ler, então acho que tudo se resume a colocar para fora e ao mesmo tempo guardar lembranças que me marcaram de alguma forma.



Criei esse blog pensando em começar a colocar em palavras meus sonhos que me levam para um mundo alternativo onde posso ser/fazer tudo que quero. Em alguns sonhos posso fazer escolhas (esses costumam ser os melhores), ou seja, assumir o controle da situação ao mesmo tempo que embarco em uma viagem para a minha "Terra do Nunca" (um dia explico por que surgiu o conceito). Isso faz com que me sinta em um filme sem cortes entre as cenas. Há também sonhos nos quais não tenho o controle da situação, o que me deixa um pouco aflita, mas ao mesmo tempo ansiosa e empolgada com o desenrolar do mesmo. Esses costumam ser os mais tensos. Há sonhos que preferiria não comentar, mas como o intuito desse blog foi justamente deixar para a posterioridade, farei um esforço. Meu objetivo é abrir ele daqui a alguns anos e me surpreender com palavras que há muito havia esquecido.



Mas como nada é perfeito, às vezes desconfio seriamente ter algum déficit de atenção, pois, ao mesmo tempo que escrevo estas palavras, ideias cruzam a minha mente e não acho que essa temática de sonhos será a única aqui no blog. Qualquer coisa que passar pela minha cabeça e eu achar que devo escrever, assim o farei. Posso falar de motos, flores, artesanato, países, esportes, notícias, resenhas e a própria natureza humana. Tudo baseado em minha pequena experiência de vida. Ficarei de olho na minha escrita, mas não pretendo transformar isso em um concurso de redação. Claro que também não falarei gírias a torto e à direito, mas acho bom alertar (Olá eu mesma do futuro!) que nessa fase da minha vida, o inglês frequentemente se confundirá com o português então you better get used to it.


Depois de dar várias voltas volto ao título do post de estréia, uma frase de um brilhantíssimo poeta português em um dos poemas mais lindos que já li: Tabacaria. Essas palavras em especial significam muito para mim, mas quando a escolhi como título me restringi a um sentido em especial, a de que apesar de reconhecer humildemente de que não serei nada se comparado à outros melhores não deixo de carregar em mim todos os sonhos do mundo. Na verdade acho que todos carregamos um pouco disso dentro de nós. A verdade é que o fato de eu ser muito na minha, faz com que eu acabe extrapolando no quesito imaginação. O hábito da leitura fez com que sonhar acordada fosse para mim tão natural quanto respirar. Anyway, acho que já divaguei demais para um primeiro post. Espero que quem quer que esteja lendo isso, sinta-se convidado a voltar sempre que desejar e que se sinta à vontade para dividir seus pensamentos comigo.